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13/12/2017 16h03

UNIÃO EUROPÉIA

Bloco estuda reconhecer Jerusalém como capital da Palestina



O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, participou nesta segunda-feira, de reuniões com representantes da União Europeia em Bruxelas. Ele pediu que os europeus sigam o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reconheçam Jerusalém como capital de Israel.

Contudo, os ministros do bloco condenaram a decisão de Trump. Durante a reunião de ministros de Relações Exteriores da UE, a postura pública é que o status de Jerusalém só poderia ser definido em um acordo final entre israelenses e palestinos.

Nem mesmo os aliados europeus mais próximos de Israel, como a República Tcheca, parecem dispostos a enfrentar o restante do bloco. O ministério das Relações Exteriores tcheco, destacou que seu país reconheceu Jerusalém Ocidental como capital de Israel – não a cidade toda, como foi veiculado a princípio.

Os Ministros de Relações Exteriores da União Europeia reiteraram o posicionamento que as terras que Israel tem ocupado desde a guerra de 1967 -incluindo a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã – não são parte das fronteiras internacionalmente reconhecidas do país.

A Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, em pronunciamento oficial nesta terça-feira (12) disse que Jerusalém deveria ser a capital tanto de Israel quanto da Palestina.

Ela explicou que a UE está em conversas com outros países para que os palestinos também tenham uma capital em Jerusalém. A União Europeia como bloco é membro do chamado Quarteto do Oriente Médio, juntamente com os Estados Unidos, as Nações Unidas e a Rússia. Sua postura é que os europeus precisam ter sua voz ouvida, já que são o maior doador de fundos para os palestinos e o principal parceiro comercial de Israel.

“A União Europeia tem uma posição clara e unida. Acreditamos que a única solução realista para o conflito entre Israel e a Palestina são dois Estados, tendo Jerusalém como a capital de ambos”, Mogherini. Para ela, “os esforços diplomáticos precisam garantir os direitos dos palestinos”.

Também anunciou que irá se encontrar com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia na sexta-feira, para discutir sobre Jerusalém. Após os acordos de paz no final da Guerra dos Seis Dias, em 1967, o monte do Templo está sob jurisdição dos jordanianos, como território sagrado do Islã, apesar de ficar no centro de Jerusalém.

Mogherini sublinhou que os 28 governos da UE se uniram sobre a questão de Jerusalém e que buscam uma solução para isso em breve. Mas há obstáculos para um posicionamento junto às Nações Unidas, pois ainda há divergência dos países-membros, que vão desde o forte apoio da Alemanha a Israel até a decisão da Suécia de ser o primeiro do bloco a reconhecer oficialmente o estado da Palestina, em 2014.

Oficialmente, a Palestina não é reconhecida pela ONU como uma nação independente, embora participe possuindo o status de “observador”. Uma mudança nessa condição daria força às exigências de Abbas para a divisão de Jerusalém, algo que Benjamin Netanyahu já disse que não seria aceito por Israel. Com informações de Ynet News

 

 

Fonte:Ynet News